segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pernes 0 - 12 CADE

No passado sábado a equipa do CADE deslocou-se ao peculiar pavilhão de S. Vicente de Paul, chão em Linoleo, balneário pequeno, cabides altos, degraus "falsos"... Factores que só por si distraem e exigem tempo de adaptação.
Mantendo a politica de gestão de plantel, o CADE entrou com uma equipa algo diferente da habitual, procurando trazer mais criatividade e velocidade ao jogo, que pretendíamos rápido e só com um sentido. Fruto do nervosismo e da falta de conforto a equipa do CADE entrou mal no jogo, permitindo a frágil equipa do Pernes ser efectivamente mais perigosa nos primeiros 20 minutos. Aliada á dificuldade de lidar com a pressão e á horrível arbitragem levada a cabo pelo estagiário que não sabe o que é futsal (chegou a ir buscar uma bola que saiu), o piso escorregadio dificultou muito a tarefa, mas essencialmente a falta de autoconfiança fez-se notar uma vez mais. Num jogo onde atletas menos utilizadas tiveram a confiança do treinador para jogar e assumir o jogo, reflectindo por inteiro a total confiança e reconhecimento de qualidade por parte da equipa técnica, a falta de autoconfiança tomou conta e inibiu em muito a exibição destas atletas que tem qualidade para muito mais.
Volvidos os 20 minutos e já com algumas mexidas na equipa os golos começaram a surgir, as jogadas começaram a aparecer e sem grande historia, a goleada verificou-se dada a diferença de qualidade das equipas.
A reter apenas os 5 golos da Lila que tinha passado 3 jogos com muita falta de sorte na finalização, o grande golo da Paty que após muita falta de sorte nas suas tentativas volta aos merecidos grandes golos e não só pelo golo que marcou, mas pela exibição conseguida na segunda parte da Rita Constantino que provou somente a ela (uma vez que não resta duvidas a mais ninguém) a grande jogadora que é, e o muito que pode fazer.

Pela negativa, de salientar que podemos fazer mais, temos um plantel com qualidade, com experiência, com inteligência, com criatividade. E a forma como cada jogadora aborda o jogo tem de ser repensada, há que trocar o medo de falhar pela criatividade, o medo de falhar o golo pela insistência, o receio de desiludir pela garra. Uma vez mais falhamos golos feitos porque na frente da baliza procuramos o pé forte, tivemos medo de chutar, tivemos medo de arriscar. Perdidos estes medos os resultados passaram de 12 para 30.


Os golos do CADE foram marcados por: Lila (5), Paty (1), Rita V.(2), Carla (1), Rita C. (1), Naide (1), Fabiana (1)

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